“Gosto de ver as estrelas na noite escura; gosto de sentir a água na cara e a secar-me a pele; gosto de sentir o sol na cabeça; gosto de sentir o vento nas costas; gosto do mar, grande e azul, um manto desconhecido que me atrai e que me faz recuar, que eu tenho respeito, de que eu gosto. Gosto de ler livros, ler palavras desconhecidas que passo a conhecer, devoro linhas, páginas e capítulos, cada vez mais e mais… Gosto de falar, dizer coisas que não foram ditas, dizer o que já foi dito, citando frases e palavras. Gosto de ouvir, ouvir as pessoas a falar, as músicas a tocar ao de leve ou mais alto do que é costume, os sons da natureza, que por si só fazem os mais maravilhosos sons do mundo, gosto de ouvir o silêncio, o silêncio do escuro, das flores, o meu próprio silêncio! Gosto de andar, de ir para onde os meus pés me levarem, para o desconhecido, andar por aí sem rumo, para qualquer lado… Gosto de estar parada para pensar na vida, o facto de estar quieta traz-me conforto e faz-me sonhar. Gosto de olhar, para ver todas as cores do mundo, todas as pessoas bonitas e também para as que são menos, gosto de olhar para ver o mundo com outros olhos. Gosto de respirar, pois assim viveria como as pedras da calçada, sem vida e sem sentimentos. Gosto de sentir, porque mesmo a dor faz-me perceber que estou viva e que existo. Gosto dos meus inimigos, pois são eles que, quando me tentam deitar a baixo fazem o oposto, dão-me forças para seguir em frente com força e determinação, mas gosto mais, muito mais do meus amigos que fazem de tudo para que eu nunca caia e que me ajudam sempre a seguir em frente, sem hesitar! Gosto de criatividade e de imaginação, pois sem elas, eu era oca, sem ideias próprias e sem a minha “magia”, não era eu. Gosto do impossível, pois quem o acha assim, tenta por tudo torna-lo no oposto. Gosto de sorrir, de fazer rir e rir em conjunto, pois são as melhores coisas que se podem fazer para atingir a felicidade. Gosto de chorar, pois sei que lavo a alma, lavo o coração e o pensamento das coisas más, e sei que ao chorar tenho sentimentos e que não sou uma pessoa insensível. Gosto de pensar no futuro, de como vai ser daqui a uns anos, o meu futuro, o teu, de todos os que me rodeiam. Gosto de cheirar, pois os cheiros fazem-me pensar e trazem-me recordações de alguns momentos, pessoa ou objetos. No fim de contas, cheguei a uma conclusão: gosto de gostar!” By: Liliana Azevedo


